segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Desenho Técnico - Aula 07 - Escala

Uma forma de representar qualquer tipo de objeto, independentemente das suas dimensões, é utilizar técnicas de representação gráfica como a escala. Escala é o resultado obtido da relação entre as medidas gráficas de um objeto e a medida real. Partindo deste princípio, podemos obter três resultados possíveis, logo, três escalas disponíveis.

Sabemos que quando existe a necessidade de representarmos um objeto que é muito grande, ou muito pequeno, podemos utilizar de uma técnica chamada escala. Podemos afirmar que estas representações devem ser elaboradas através de normas de desenhos técnicos. A escala que representa o objeto em seu tamanho original é nomeada de escala natural, já a que representa objetos menores chama-se escala reduzida, logicamente a escala que representa os objetos maiores que o desenho recebe o nome de escala ampliada.
Conforme a norma da ABNT 8196 de 1999, os desenhos representados em escala devem obrigatoriamente indicar sua razão na legenda ou carimbo da folha de desenho (parte da folha onde constam as informações do desenho).
Perceba que a razão precedida da palavra ESCALA, em alguns casos, pode aparecer de forma abreviada ESC., seguida dos valores (unidade e fator natural, redução ou ampliação), dessa forma:

A folha de exemplo de desenho em escala para uso em aulas no link: 26_04_38 Prisma Retangular com Rasgo SRG.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Desenho Técnico - Aula 06 - Caligrafia Técnica

A escrita em um desenho técnico deve ser clara e entendida por qualquer pessoa. É preciso também que ela seja legível e uniforme. 
Por isso, foi desenvolvida a caligrafia técnica, que é uma forma de escrita própria para desenho técnico, devendo ser aplicada quando necessárias palavras ou textos, e nos valores das cotas.
A caligrafia técnica deve ter os caracteres separados, não devendo haver nenhum caractere que se confunda com outro. Em alguns casos, quando o desenho é feito à mão livre, ou através de normógrafos (gabaritos), aplica-se uma pequena inclinação, cerca de 15 graus à direita, nos caracteres.
A relação entra altura da letra minúscula (c) e  MAIÚSCULA (h) é 7/10 h, entre caracteres (a) 2/10 e entre palavras (e) 6/10, sendo a largura (d) 1/10 e distância entre linhas (b) 14/10. 
Tão importante em um desenho quanto o traçado do mesmo, são as letras e algarismos, que deverão estar perfeitamente desenhadas para que traduzam sempre uma boa apresentação, não deixando margens a possíveis duplas interpretações quanto a valores ou palavras.
Figura 06 - Letras e algarismos para desenho técnico .
Desenho de letras minúsculas:
• Escolha a altura “h” da letra maiúscula.
• Divida a altura em 3 partes iguais, trace a pauta e acrescente ⅓ para baixo.
• O corpo das letras minúsculas ocupa ⅔ da altura.
• A perna ou haste ocupa ⅓, para cima ou para baixo.
Desenho de letras Maiúsculas:
• Escolha a altura “h” da letra maiúscula.
• Divida a altura em 3 partes iguais, trace a pauta e acrescente ⅓ para baixo.
• O corpo das letras minúsculas ocupa ⅔ da altura.
• A perna ou haste ocupa ⅓, para cima ou para baixo.

A folha para caligrafia técnica para uso em aulas no link: 26_02_01 Folha para caligrafia técnica SRG.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

EX05.2 - Instrumentos de Apoio e Esquadros

Antes de se iniciar um desenho, é necessário garantir que a prancheta, os esquadros e os escalímetros estejam limpos. Utilizam-se flanelas ou panos macios para a limpeza desses instrumentos.
A flanela também serve para “espanar” os restos de borracha do papel, nunca devendo ser arrastada sobre a folha.
Outro equipamento de apoio necessário é a fita crepe, utilizada para prender a folha a prancheta. Deve-se alinhar a folha à régua paralela e prendê-la de forma diagonal, conforme ilustrado na figura 01.
A folha deve estar sempre alinhada à régua paralela para garantir que o desenho não fique torto. E essa posição da fita garante que o papel fique esticado e não rasgue ao ser retirado de dentro para fora.
A régua T e os esquadros são um recurso muito versátil que pode ser usado para diversos fins em sala de aula, principalmente para desenhar linhas e figuras paralelas e perpendiculares. 
Posicione uma das bordas do esquadro contra uma régua e trace uma linha ao longo de uma das outras bordas do esquadro.
Deslize o esquadro para uma nova posição, mantendo a régua fixa exatamente na mesma posição.
Desenhe uma linha ao longo da mesma borda que foi usada para desenhar a primeira linha.
Esquadros também podem ser usados ​​para desenhar linhas perpendiculares, ângulos e figuras completas, como quadrados, retângulos e triângulos. Eles são particularmente úteis para verificar se uma figura possui um ângulo reto — um esquadro sempre conterá um ângulo de 90 graus, então você pode usá-lo para identificar e desenhar esses ângulos nas figuras, como mostrado na figura 02.

Esquadros são usados ​​para desenhar linhas verticais e outras linhas em ângulos definidos. Apoie o triângulo na lâmina do esquadro T e deslize-o ao longo da lâmina até a posição desejada. Desenhe toda a extensão da linha vertical em uma única passada, se possível. Segure as lâminas do esquadro T e do triângulo juntas para evitar movimentos durante o desenho e mantenha a ponta do lápis o mais próximo possível do triângulo, como mostrado na figura 03. 
Você também pode desenhar ângulos de 15° e 75° usando uma combinação de esquadros de 45°-90°-45° e de 30°-60°-90°.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

EX05.1 - Utilização de Esquadros de 60º e 45º, para o traçado de ângulos

A combinação dos esquadros de 45º e 60º permite a montagem de uma variedade de ângulos com precisão. Aqui está como você pode utilizar essa junção para montar diferentes ângulos:
Ângulo de 15º: Para criar um ângulo de 15º, você pode começar posicionando o esquadro de 45º em relação a uma linha de referência. Em seguida, utilizando o esquadro de 60º, posicione-o de forma que sua linha reta esteja alinhada com uma das bordas do esquadro de 45º. O ponto de interseção entre as duas ferramentas irá formar um ângulo de 15º.
Ângulo de 30º: Para montar um ângulo de 30º, comece posicionando o esquadro de 60º em relação a uma linha de referência. Em seguida, utilize o esquadro de 45º e posicione-o de forma que sua linha reta esteja alinhada com uma das bordas do esquadro de 60º. O ponto de interseção entre as duas ferramentas irá formar um ângulo de 30º.
Ângulo de 75º: Para criar um ângulo de 75º, posicione inicialmente o esquadro de 60º em relação a uma linha de referência. Em seguida, utilize o esquadro de 45º e posicione-o de forma que sua linha reta esteja alinhada com uma das bordas do esquadro de 60º. O ponto de interseção entre as duas ferramentas irá formar um ângulo de 75º.
Esses são apenas alguns exemplos de como você pode utilizar a combinação dos esquadros de 45º e 60º para montar uma variedade de ângulos. Experimente diferentes posições e combinações das ferramentas para obter os ângulos desejados com precisão. Essa técnica é especialmente útil em desenhos técnicos e projetos que exigem medidas específicas e angulações precisas.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Desenho Técnico - Aula 05 - Instrumentos básicos de desenho

O desenho técnico é uma representação gráfica normatizada, que utiliza de simbologias e procedimentos específicos para reproduzir no desenho as características exatas do objeto, conforme visto nesta Unidade de Estudo. 
São instrumentos básicos utilizados para a elaboração de desenhos técnicos:
Lápis – recomendável o uso de grafite HB, F ou H, para traços finos e HB ou B para traços fortes. Para lapiseiras, grafites de diâmetros 0,5 ou 0,3 mm.
Borracha - Recomenda-se usar uma borracha macia e com capa.
Esquadros – Usados em pares: um de 45º e outro de 30º/60º. 
Régua - Feitas de plástico, metal ou madeira, as réguas profissionais possuem diferentes tamanhos. O tamanho usual, entretanto, é de 30 centímetros e pode ser encontrada facilmente em qualquer loja de material para desenho.
Transferidor - Indispensável para medir ângulos compostos por escalas circulares, o transferidor garante precisão na medição.
Compasso – Usado para fazer circunferências e transportar medidas. Os mais usados são de ponta seca e outra ponta com grafite. É recomendável lixar a ponta do grafite. Há diferentes modelos de compasso: pernas fixas ou móveis, pontas secas, compasso de mola, compasso de bomba e de redução etc. 
De acordo com o trabalho, com mais ou menos detalhes, é possível escolher um papel de diferentes gramaturas e tamanhos, a folha sulfite oferece uma gramatura média e é utilizada na maioria dos desenhos. 
Folhas – O formato mais usado é o A0 (A-zero), da norma NBR 10068 e o desenhista deve escolher o melhor formato para o desenho.
Dobragem – folhas com formato acima do A4 possuem uma maneira recomendada para dobragem. Assim, o desenho pode ser guardado com facilidade numa pasta, não comprometendo a sua visibilidade.
Escalímetro – Conjunto de régua de várias escalas. O mais usado é o triangular e seu objetivo é diminuir o tempo de execução do projeto, convertendo medidas.



© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Desenho Técnico - Aula 04 - Tipos de Linhas

Os tipos de linhas mais comuns são a contínua, tracejada e traço e ponto, e suas variações. Veja na imagem seguinte os tipos e variações de linha, com base na NBR 8403: Aplicações de linhas em desenho - Tipos de linha - Larguras das linhas.
As diferentes espessuras tornam possível representar diversas características de um objeto como o contorno, eixo de simetria ou centro, contorno ou aresta não visível, cotas, hachuras e outras representações que se fizerem necessárias.

Para cada tipo de linha, haverá uma função diferente. 

  • Tracejada Larga - Lados invisíveis.
  • Traço e ponto larga - Planos de corte (extremidade e mudanças de plano).
  • Traço e ponto, estreita - Eixos, planos de corte.
  • Traço e dois pontos, estreita - Peças adjacentes. 
  • Contínua, estreita - Hachuras, cotas.
  • Contínua, a mão livre, estreita - Linha de ruptura.
  • Contínua, larga - Arestas e contornos visíveis de caracteres, peças. Indicação de corte ou vista.
  • Contínua, estreita, ziguezague - Utilizada por máquinas para confecção dos desenhos.
Obs.: Existem, ainda, outros modelos de linha. Linhas diferentes sempre devem ser explicadas no desenho.

A representação por desenho técnico é feita através de pontos, de linhas, ligadas de forma geométrica, e projeções em diversos planos, que de maneira simplificada representam com exatidão um objeto, componentes estruturais ou elementos de máquinas, inclusive com a definição de dimensões e tolerâncias.
Podemos dizer que são linhas de desenho técnico: Contínua Larga, para contornos visíveis e arestas visíveis. Traço e ponto estreita, indicada para linhas de centros, linhas de simetria e trajetórias.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

Desenho Técnico - Aula 03 - Folhas e legendas do Desenho Técnico


Figura 01 - Dimensões da folha de desenho.
Conforme normalização os formatos de papel utilizados são divisões de uma folha A0 da série de formatos A, cuja área é de 1 m2. A relação a = 1,41 b onde a é o lado maior do retângulo e b o seu lado menor, é constante na série de formatos A. 
A norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10068/87: Folha de desenho – Leiaute e Dimensões. Rio de Janeiro, 1987, informa que as dimensões em milímetros de formatos para a apresentação de desenhos técnicos impressos e copiados são:
Figura 02 - Margens na folha A4 e A3.
Formato A0 - 1189 mm x 841 mm;
Formato A1 - 841 mm X 594 mm;
Formato A2 - 594 mm  X 420 mm;
Formato A3 - 420 mm X 297 mm;
Formato A4 - 297 mm X 210 mm;
Conhecendo sobre os formatos da série A, podemos escolher o mais adequado para realizar o desenho técnico. No formato escolhido, traçamos um contorno delimitando suas margens para definir o espaço do desenho. Estas margens devem ser maiores no lado esquerdo, prevendo a furação para arquivamento. O formato A4 tem as margens definidas como: 25 de esquerda e 7 de margem direita, sendo o Formato com 297 x 210 de área.
Figura 03 - Dobramento das folhas de formato A3 e A2.
A norma da ABNT (NBR 13142 – Dobramento de Cópia) recomenda procedimentos para facilitar que as cópias técnicas sejam dobradas de forma que fiquem com dimensões, após dobradas, similares as dimensões de folhas tamanho A4.
Na folha dobrada deve ficar visível a legenda. Para não perfurar a parte superior nos formatos A2, A1, A0, etc. faz-se uma dobra triangular, para dentro, a partir do canto superior esquerdo.
Figura 04 - Dobramento da folha de formato A1.
Os formatos devem ser dobrados primeiramente na largura e posteriormente na altura. Veja as figuras na sequencia, figura onde mostramos a dobragem dos formatos. Para facilitar o dobramento, sugere-se assinalar nas margens os pontos de dobra.
Já as legendas resultam da necessidade de apresentar um conjunto de informações relevantes para o desenho, de forma condensada e sistematizada.
As legendas devem ser localizadas no canto inferior direito do desenho, tendo a dimensão máxima de 178 mm para que, depois da dobragem, aquela se situe no frente inferior do desenho.
Figura 05 - Legenda das folhas de formato A4 a A0.
A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos A0, A1, A2, A3, ou ao longo da largura da folha de desenho no formato A4.
Segundo a NBR 10.582, o carimbo ou a legenda serve para identificação do projeto, local de construção e seus responsáveis. As legendas nos desenhos industriais variam de acordo com as necessidades internas de cada empresa, tendo como sugestão os campos a serem preenchidos:
• Empresa responsável;
• Projetista;
• Local da obra;
• Data;
• Assinatura;
• Numeração da prancha;
• Unidade de medida empregada;
• Logotipo da empresa;
• Contratante;
• Escala do desenho.



Na indústria mecânica, os principais formatos para elaboração dos desenhos técnicos são os formatos da série A. Dessa série, os 5 formatos mais utilizados são: A0, A1, A2, A3 e A4.
No formato escolhido, traçamos um contorno delimitando suas margens para definir o espaço do desenho. Estas margens devem ser maiores no lado esquerdo, prevendo a furação para arquivamento.
Além das margens, a folha de desenho deve ter uma legenda contendo a identificação deste desenho e as demais informações, como título, data, origem, etc. A legenda deve estar situada no canto inferior direito, tanto nas folhas posicionadas horizontalmente, como verticalmente.
A norma da ABNT NBR 13142 padroniza a maneira de dobrar os desenhos do formato da série A, de maneira que, após dobrados, todos respeitem as dimensões A4.

No próximo vídeo vamos ver na prática a aplicação desses padrões, por meio do dobramento de um desenho em formato A2.
 
© Direitos de autor. 2015: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 31/09/2018