quarta-feira, 4 de março de 2020

Desenho Técnico - Aula 08.2 - Cotas de tolerâncias geométricas

Os mecanismos são compostos por peças que têm como uma das principais características sua forma geométrica. As peças, muitas vezes, trabalham em conjunto com outras e, em muitos casos, elas devem ter a mesma forma geométrica.
As peças são fabricadas na indústria com precisão, pois para garantir a intercambiabilidade ou a funcionalidade de um mecanismo, são exigidos processos especiais de fabricação e de medição. Imagine, por exemplo, que um eixo redondo que vai trabalhar deslizando em uma bucha fique com a geometria um pouco ovalizada. Isso poderá causar dificuldades na montagem e irregularidades durante o deslizamento, fazendo com que o resultado esperado no funcionamento não seja atingido.

TOLERÂNCIA GEOMÉTRICA
Um desenho técnico é representado da forma mais correta possível, entretanto, quando a peça desenhada passa pelos processos de fabricação, além dos desvios dimensionais, pode haver alguns desvios geométricos.  Por isso, para minimizar os erros, podemos sinalizar o desenho com os desvios admissíveis para determinadas características, estabelecendo uma tolerância geométrica. Além do valor da tolerância, existe uma simbologia para especificar o tipo de tolerância para uma geometria.
se tipo de tolerância é aplicado na cota, através de seta indicativa diretamente na linha de chamada.
Também pode ser aplicada diretamente na linha de contorno que represente um perfil ou superfície do desenho, nos casos de elementos isolados.

De acordo com a ABNT ISO NBR 6409:1997 – Tolerâncias Geométricas, as tolerâncias de forma e posição devem ser indicadas quando necessárias, ou seja, para assegurar requisitos funcionais, intercambiabilidade e processos de manufatura.
Essa norma estabelece também a simbologia e a forma de apresentação para as tolerâncias geométricas. Veja o quadro com a simbologia, de acordo com a característica tolerada.
Nessa norma da ABNT vimos as classificações para agrupar as características toleradas em uma peça. Essas classificações são forma, orientação, posição e batimento.
Durante a produção de peças que trabalham com encaixes, podemos notar a dificuldade de precisão. Para a maioria dos casos, faz-se necessário o emprego de agrupar as características toleradas em uma peça. Podemos elencar as tolerâncias de forma, para planezas, circularidades, cilindricidades e retitude, por exemplo. Como também podemos chamar de tolerância de posição as tolerâncias que representam a concentricidade, a coaxilidade e a simetria, por exemplo.
As formas de linhas possuem três características que podem ser toleradas, sendo elas: Retitude, a Circularidade e o Perfil de uma Linha qualquer.
As tolerâncias de formas de linha possuem características peculiares. Uma delas é a retitude ou retilineidade de uma linha, que tem como símbolo um traço reto na horizontal. Esta característica indica a necessidade de uma linha ser reta, possibilitando definir uma tolerância, para isto, podemos exemplificar em uma reta com tolerância de um milímetro (1mm), isto significa que ela poderá ter deformações dentro de um campo de um milímetro e mesmo assim ser considerada uma reta. Esta deverá ser contida entre duas retas paralelas afastadas entre um milímetro.
As classificações para agrupar as características toleradas em uma peça podem tratar de diversos temas. Essas classificações são as de forma, orientação, posição e batimento.
Existem características de tolerâncias e uma delas é a planeza ou planicidade, que têm como símbolo um paralelogramo. Esta característica indica a necessidade de uma superfície ser plana, e possibilita uma definição de tolerância para isto. Podemos exemplificá-la sendo a superfície que existir entre dois planos paralelos distanciados de acordo com a tolerância exigida, ou seja, uma superfície é considerada plana se existir dentro de dois planos afastados em um milímetro se for esta a tolerância do desenho.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

terça-feira, 3 de março de 2020

Desenho Técnico - Aula 08.1 - Cotas de tolerâncias dimensionais

TOLERÂNCIAS
Na especificação de uma dimensão qualquer no desenho, estabelecemos o valor nominal dessa dimensão. É esse valor que se utiliza como base para fabricar e controlar esta dimensão qualquer.
Mas não conseguimos fabricar uma peça exatamente com as dimensões nominais, pois devido às anomalias do processo, como deformações de máquinas, erros de medição e falhas de operador, as medidas sempre terão uma diferença entre o valor nominal e o valor real. O valor real é aquele que obtemos através da medição da peça.
Então, é possível dizer que sempre vai existir um erro. Mas não podemos aceitar um erro, se ele interferir na aplicação final do produto. Então, temos que definir um valor tolerável, no qual uma determinada dimensão é aceitável dentro de um limite. Ou seja, se temos uma cota com 10 mm, deverá ser estabelecido um limite, pois não queremos aceitar se a peça sair com 5 mm ou 15 mm, por exemplo. Mas, se a mesma medida no desenho for 10,0 mm, entendemos que o seu valor pode variar no máximo entre 10,0 mm e 10,9 mm.
Agora, pense na situação de um conjunto mecânico que tem duas peças, uma com pino e outra com furo, montadas entre si. O furo nunca poderá ser menor que o pino para haver movimento entre eles.
Imagine que você esteja realizando a confecção de um desenho técnico quando se depara com a necessidade de ressaltar alguns detalhes nas medidas deste. Para definirmos no desenho técnico o quanto uma dimensão pode variar, usamos a tolerância dimensional. Esse tipo de tolerância é aplicado diretamente na cota, ao lado do valor nominal, indicando assim o quanto aquele valor pode variar. Essa indicação pode ser positiva ou negativa e é sinalizada quando o desvio pode ser aceito nas duas situações.
Quando confeccionamos um desenho, devemos nos atentar às cotas e aos elementos de cotagem.
Na especificação de uma dimensão qualquer no desenho, estabelecemos o valor nominal dessa dimensão. Será esse valor utilizado como base para fabricar a peça e controlar esta e outras dimensões do objeto.
Chamamos de medidas efetivas as medidas extraídas das peças após serem confeccionadas; as nominais são as medidas da representação gráfica do objeto.

TOLERÂNCIA DIMENSIONAL
Para definirmos no desenho técnico o quanto uma dimensão pode variar, usamos a tolerância dimensional. Esse tipo de tolerância é aplicado diretamente na cota, ao lado do valor nominal, indicando assim o quanto aquele valor pode variar.
Essa indicação pode ser positiva ou negativa e é sinalizada pelos sinais de mais (+), de menos (–), ou ainda mais ou menos (±), quando o desvio pode ser aceito nas duas situações.
Em um desenho técnico, as tolerâncias dimensionais são aplicadas de forma individual ou geral, para: dimensões lineares, raios e chanfros e dimensões angulares.
As tolerâncias podem ser aplicadas para controlar dimensões específicas em componentes mecânicos. Observe, na imagem a seguir, que existe um limite máximo e mínimo que evita que uma característica de uma peça fique fora da dimensão aceitável.
Existem algumas formas de se apresentar a tolerância dimensional na cotagem do desenho. Ela deve aparecer após o valor nominal da cota e pode ser: simétrica, por desvio ou por limite.
Imagine que você necessite confeccionar uma peça com precisão de ajuste. Este ajuste deverá ser garantido pelas tolerâncias representadas no desenho, se neste desenho a medida nominal da peça for 50 mm e como sabemos, as tolerâncias podem ser aplicadas para controlar dimensões específicas em componentes mecânicos.
Neste caso, o limite máximo e mínimo seriam aceitáveis em dois décimos, logo as médias aceitáveis seriam calculados adicionado-se o limite superior e subtrai-se o limite inferior da medida nominal da peça = 49,8 e 50,2 mm.

TOLERÂNCIA GERAL
As cotas que não apresentarem tolerâncias individuais vão automaticamente adotar a tolerância geral do desenho. Deve-se indicar essa tolerância ou a norma que a define, por exemplo: tolerância geral conforme a norma da ABNT NBR ISO 2768-1. Essa indicação, normalmente, aparece como observação no desenho ou como nota na legenda do desenho.
Ao se deparar com a necessidade de conferência em uma peça mecânica, você precisa realizar a conferência das medidas reais desta que foi fabricada em um torno mecânico, sabendo que é permissível existir algumas tolerâncias, você encontra uma medida destoante da tolerância geral do desenho. Você deve descartar esta peça, caso a medida em questão não possua uma tolerância individual, mas se em algum detalhe desta peça for permitida essa tolerância individual, a peça deve ser preservada.
Imagine que solicitaram a você usinar uma peça cilíndrica para trabalhar solidária a outra, digamos que encaixadas, como um eixo em um furo. Sabendo que este eixo necessita trabalhar com folga de 0,1mm, e que o furo tem uma tolerância de +0,1, é correto afirmar que as tolerâncias deste eixo sejam negativas, ou seja, abaixo da sua medida nominal, ou com tolerância da própria nominal. Se este eixo for usinado com qualquer tolerância acima da sua medida nominal, seu encaixe ficaria prejudicado, e sua tolerância de trabalho de 0,1mm não será alcançada.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

segunda-feira, 2 de março de 2020

Desenho Técnico - Aula 08 - Cotagem

COTAGEM
Tanto a representação gráfica, quanto o desenho técnico, seguem regras padronizadas que visam facilitar a leitura e a interpretação dos desenhos.
Para fabricar um objeto conforme seu desenho, devemos estar atentos para os requisitos básicos da representação gráfica, as regras de cotagem.

REGRAS DE COTAGEM
A NBR 10126, de 1987, determina que as regras de cotagem devem “caracterizar o desenho através de linhas, símbolos, notas e valor numérico numa unidade de medida”.
Na mecânica, os desenhos são cotados em milímetros e, por este motivo, não é preciso indicar a medida após as cotas. Caso haja necessidade de cotar em outra unidade de medida, ela deve ser indicada logo após o valor numérico da cota no desenho.

REPRESENTAÇÃO DAS COTAS
De acordo com a NBR 8402, de 1994, as cotas devem ser representadas de forma legível para facilitar a sua leitura e interpretação.
Existem dois métodos de cotagem, mas somente um deles deve ser utilizado no mesmo desenho.

SÍMBOLOS E CONVENÇÕES
Para facilitar a interpretação das formas dos objetos no desenho, podemos utilizar os símbolos padronizados.
Agora, veja como estes símbolos são aplicados nas representações gráficas.
Como vimos, as localizações das cotas devem ser adaptadas para melhor aplicação e clareza de
leitura nos objetos cotados e, para facilitar a interpretação das formas dos objetos no desenho, podemos utilizar os símbolos padronizados. Mas se tratando de símbolos a letra R representa raio, enquanto que o símbolo R ESF representa raio esférico. Por fim, pode-se afirmar que o símbolo Ø ESF representa diâmetro esférico.

COTAGEM DE DETALHES
As localizações das cotas devem ser adaptadas para melhor aplicação e clareza de leitura nos objetos cotados. Vejamos alguns exemplos:

Na mecânica, os desenhos são cotados em milímetros e, por este motivo, não é preciso indicar a medida após as cotas. Caso haja necessidade de cotar em outra unidade de medida, ela deve ser indicada logo após o valor numérico da cota no desenho. Tratando-se de cotas, podemos afirmar que em um método de cotagem as cotas devem ser dispostas da esquerda para a direita e de baixo para cima, com a indicação das cotas podendo ou não serem feitas dentro do objeto cotado, o importante é manter a clareza das informações.

Como vimos neste objetivo de aprendizagem, quando existe a necessidade de confeccionar um desenho técnico de algum objeto ou máquina que seja de grande porte, ou pequeno demais para podermos salientar seus detalhes, devemos fazer o uso de representação de escalas.
Assim sendo, pode-se afirmar que na escala reduzida podemos apresentar o desenho de um vagão de trem, por exemplo, usando no desenho as medidas gráficas do objeto menores que as reais, então a escala 1:50 representaria um desenho cinquenta vezes menor que o objeto, já na escala 20:1 por sua vez, o objeto será representado vinte vezes maior que suas medidas.

A folha de peça para cotagem para uso em aulas no link: 26_04_14 Prisma Triangular para cotagem SRG.

A folha de exemplo de cotagem para uso em aulas no link: 26_04_14 Prisma Triangular SRG.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Desenho Técnico - Aula 07 - Escala

Uma forma de representar qualquer tipo de objeto, independentemente das suas dimensões, é utilizar técnicas de representação gráfica como a escala. Escala é o resultado obtido da relação entre as medidas gráficas de um objeto e a medida real. Partindo deste princípio, podemos obter três resultados possíveis, logo, três escalas disponíveis.

Sabemos que quando existe a necessidade de representarmos um objeto que é muito grande, ou muito pequeno, podemos utilizar de uma técnica chamada escala. Podemos afirmar que estas representações devem ser elaboradas através de normas de desenhos técnicos. A escala que representa o objeto em seu tamanho original é nomeada de escala natural, já a que representa objetos menores chama-se escala reduzida, logicamente a escala que representa os objetos maiores que o desenho recebe o nome de escala ampliada.
Conforme a norma da ABNT 8196 de 1999, os desenhos representados em escala devem obrigatoriamente indicar sua razão na legenda ou carimbo da folha de desenho (parte da folha onde constam as informações do desenho).
Perceba que a razão precedida da palavra ESCALA, em alguns casos, pode aparecer de forma abreviada ESC., seguida dos valores (unidade e fator natural, redução ou ampliação), dessa forma:

A folha de exemplo de desenho em escala para uso em aulas no link: 26_04_38 Prisma Retangular com Rasgo SRG.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Desenho Técnico - Aula 06 - Caligrafia Técnica

A escrita em um desenho técnico deve ser clara e entendida por qualquer pessoa. É preciso também que ela seja legível e uniforme. 
Por isso, foi desenvolvida a caligrafia técnica, que é uma forma de escrita própria para desenho técnico, devendo ser aplicada quando necessárias palavras ou textos, e nos valores das cotas.
A caligrafia técnica deve ter os caracteres separados, não devendo haver nenhum caractere que se confunda com outro. Em alguns casos, quando o desenho é feito à mão livre, ou através de normógrafos (gabaritos), aplica-se uma pequena inclinação, cerca de 15 graus à direita, nos caracteres.
A relação entra altura da letra minúscula (c) e  MAIÚSCULA (h) é 7/10 h, entre caracteres (a) 2/10 e entre palavras (e) 6/10, sendo a largura (d) 1/10 e distância entre linhas (b) 14/10. 
Tão importante em um desenho quanto o traçado do mesmo, são as letras e algarismos, que deverão estar perfeitamente desenhadas para que traduzam sempre uma boa apresentação, não deixando margens a possíveis duplas interpretações quanto a valores ou palavras.
Figura 06 - Letras e algarismos para desenho técnico .
Desenho de letras minúsculas:
• Escolha a altura “h” da letra maiúscula.
• Divida a altura em 3 partes iguais, trace a pauta e acrescente ⅓ para baixo.
• O corpo das letras minúsculas ocupa ⅔ da altura.
• A perna ou haste ocupa ⅓, para cima ou para baixo.
Desenho de letras Maiúsculas:
• Escolha a altura “h” da letra maiúscula.
• Divida a altura em 3 partes iguais, trace a pauta e acrescente ⅓ para baixo.
• O corpo das letras minúsculas ocupa ⅔ da altura.
• A perna ou haste ocupa ⅓, para cima ou para baixo.

A folha para caligrafia técnica para uso em aulas no link: 26_02_01 Folha para caligrafia técnica SRG.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

EX05.2 - Instrumentos de Apoio e Esquadros

Antes de se iniciar um desenho, é necessário garantir que a prancheta, os esquadros e os escalímetros estejam limpos. Utilizam-se flanelas ou panos macios para a limpeza desses instrumentos.
A flanela também serve para “espanar” os restos de borracha do papel, nunca devendo ser arrastada sobre a folha.
Outro equipamento de apoio necessário é a fita crepe, utilizada para prender a folha a prancheta. Deve-se alinhar a folha à régua paralela e prendê-la de forma diagonal, conforme ilustrado na figura 01.
A folha deve estar sempre alinhada à régua paralela para garantir que o desenho não fique torto. E essa posição da fita garante que o papel fique esticado e não rasgue ao ser retirado de dentro para fora.
A régua T e os esquadros são um recurso muito versátil que pode ser usado para diversos fins em sala de aula, principalmente para desenhar linhas e figuras paralelas e perpendiculares. 
Posicione uma das bordas do esquadro contra uma régua e trace uma linha ao longo de uma das outras bordas do esquadro.
Deslize o esquadro para uma nova posição, mantendo a régua fixa exatamente na mesma posição.
Desenhe uma linha ao longo da mesma borda que foi usada para desenhar a primeira linha.
Esquadros também podem ser usados ​​para desenhar linhas perpendiculares, ângulos e figuras completas, como quadrados, retângulos e triângulos. Eles são particularmente úteis para verificar se uma figura possui um ângulo reto — um esquadro sempre conterá um ângulo de 90 graus, então você pode usá-lo para identificar e desenhar esses ângulos nas figuras, como mostrado na figura 02.

Esquadros são usados ​​para desenhar linhas verticais e outras linhas em ângulos definidos. Apoie o triângulo na lâmina do esquadro T e deslize-o ao longo da lâmina até a posição desejada. Desenhe toda a extensão da linha vertical em uma única passada, se possível. Segure as lâminas do esquadro T e do triângulo juntas para evitar movimentos durante o desenho e mantenha a ponta do lápis o mais próximo possível do triângulo, como mostrado na figura 03. 
Você também pode desenhar ângulos de 15° e 75° usando uma combinação de esquadros de 45°-90°-45° e de 30°-60°-90°.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

EX05.1 - Utilização de Esquadros de 60º e 45º, para o traçado de ângulos

A combinação dos esquadros de 45º e 60º permite a montagem de uma variedade de ângulos com precisão. Aqui está como você pode utilizar essa junção para montar diferentes ângulos:
Ângulo de 15º: Para criar um ângulo de 15º, você pode começar posicionando o esquadro de 45º em relação a uma linha de referência. Em seguida, utilizando o esquadro de 60º, posicione-o de forma que sua linha reta esteja alinhada com uma das bordas do esquadro de 45º. O ponto de interseção entre as duas ferramentas irá formar um ângulo de 15º.
Ângulo de 30º: Para montar um ângulo de 30º, comece posicionando o esquadro de 60º em relação a uma linha de referência. Em seguida, utilize o esquadro de 45º e posicione-o de forma que sua linha reta esteja alinhada com uma das bordas do esquadro de 60º. O ponto de interseção entre as duas ferramentas irá formar um ângulo de 30º.
Ângulo de 75º: Para criar um ângulo de 75º, posicione inicialmente o esquadro de 60º em relação a uma linha de referência. Em seguida, utilize o esquadro de 45º e posicione-o de forma que sua linha reta esteja alinhada com uma das bordas do esquadro de 60º. O ponto de interseção entre as duas ferramentas irá formar um ângulo de 75º.
Esses são apenas alguns exemplos de como você pode utilizar a combinação dos esquadros de 45º e 60º para montar uma variedade de ângulos. Experimente diferentes posições e combinações das ferramentas para obter os ângulos desejados com precisão. Essa técnica é especialmente útil em desenhos técnicos e projetos que exigem medidas específicas e angulações precisas.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Desenho Técnico - Aula 05 - Instrumentos básicos de desenho

O desenho técnico é uma representação gráfica normatizada, que utiliza de simbologias e procedimentos específicos para reproduzir no desenho as características exatas do objeto, conforme visto nesta Unidade de Estudo. 
São instrumentos básicos utilizados para a elaboração de desenhos técnicos:
Lápis – recomendável o uso de grafite HB, F ou H, para traços finos e HB ou B para traços fortes. Para lapiseiras, grafites de diâmetros 0,5 ou 0,3 mm.
Borracha - Recomenda-se usar uma borracha macia e com capa.
Esquadros – Usados em pares: um de 45º e outro de 30º/60º. 
Régua - Feitas de plástico, metal ou madeira, as réguas profissionais possuem diferentes tamanhos. O tamanho usual, entretanto, é de 30 centímetros e pode ser encontrada facilmente em qualquer loja de material para desenho.
Transferidor - Indispensável para medir ângulos compostos por escalas circulares, o transferidor garante precisão na medição.
Compasso – Usado para fazer circunferências e transportar medidas. Os mais usados são de ponta seca e outra ponta com grafite. É recomendável lixar a ponta do grafite. Há diferentes modelos de compasso: pernas fixas ou móveis, pontas secas, compasso de mola, compasso de bomba e de redução etc. 
De acordo com o trabalho, com mais ou menos detalhes, é possível escolher um papel de diferentes gramaturas e tamanhos, a folha sulfite oferece uma gramatura média e é utilizada na maioria dos desenhos. 
Folhas – O formato mais usado é o A0 (A-zero), da norma NBR 10068 e o desenhista deve escolher o melhor formato para o desenho.
Dobragem – folhas com formato acima do A4 possuem uma maneira recomendada para dobragem. Assim, o desenho pode ser guardado com facilidade numa pasta, não comprometendo a sua visibilidade.
Escalímetro – Conjunto de régua de várias escalas. O mais usado é o triangular e seu objetivo é diminuir o tempo de execução do projeto, convertendo medidas.



© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Desenho Técnico - Aula 04 - Tipos de Linhas

Os tipos de linhas mais comuns são a contínua, tracejada e traço e ponto, e suas variações. Veja na imagem seguinte os tipos e variações de linha, com base na NBR 8403: Aplicações de linhas em desenho - Tipos de linha - Larguras das linhas.
As diferentes espessuras tornam possível representar diversas características de um objeto como o contorno, eixo de simetria ou centro, contorno ou aresta não visível, cotas, hachuras e outras representações que se fizerem necessárias.

Para cada tipo de linha, haverá uma função diferente. 

  • Tracejada Larga - Lados invisíveis.
  • Traço e ponto larga - Planos de corte (extremidade e mudanças de plano).
  • Traço e ponto, estreita - Eixos, planos de corte.
  • Traço e dois pontos, estreita - Peças adjacentes. 
  • Contínua, estreita - Hachuras, cotas.
  • Contínua, a mão livre, estreita - Linha de ruptura.
  • Contínua, larga - Arestas e contornos visíveis de caracteres, peças. Indicação de corte ou vista.
  • Contínua, estreita, ziguezague - Utilizada por máquinas para confecção dos desenhos.
Obs.: Existem, ainda, outros modelos de linha. Linhas diferentes sempre devem ser explicadas no desenho.

A representação por desenho técnico é feita através de pontos, de linhas, ligadas de forma geométrica, e projeções em diversos planos, que de maneira simplificada representam com exatidão um objeto, componentes estruturais ou elementos de máquinas, inclusive com a definição de dimensões e tolerâncias.
Podemos dizer que são linhas de desenho técnico: Contínua Larga, para contornos visíveis e arestas visíveis. Traço e ponto estreita, indicada para linhas de centros, linhas de simetria e trajetórias.

© Direitos de autor. 2020: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2020

Desenho Técnico - Aula 03 - Folhas e legendas do Desenho Técnico


Figura 01 - Dimensões da folha de desenho.
Conforme normalização os formatos de papel utilizados são divisões de uma folha A0 da série de formatos A, cuja área é de 1 m2. A relação a = 1,41 b onde a é o lado maior do retângulo e b o seu lado menor, é constante na série de formatos A. 
A norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10068/87: Folha de desenho – Leiaute e Dimensões. Rio de Janeiro, 1987, informa que as dimensões em milímetros de formatos para a apresentação de desenhos técnicos impressos e copiados são:
Figura 02 - Margens na folha A4 e A3.
Formato A0 - 1189 mm x 841 mm;
Formato A1 - 841 mm X 594 mm;
Formato A2 - 594 mm  X 420 mm;
Formato A3 - 420 mm X 297 mm;
Formato A4 - 297 mm X 210 mm;
Conhecendo sobre os formatos da série A, podemos escolher o mais adequado para realizar o desenho técnico. No formato escolhido, traçamos um contorno delimitando suas margens para definir o espaço do desenho. Estas margens devem ser maiores no lado esquerdo, prevendo a furação para arquivamento. O formato A4 tem as margens definidas como: 25 de esquerda e 7 de margem direita, sendo o Formato com 297 x 210 de área.
Figura 03 - Dobramento das folhas de formato A3 e A2.
A norma da ABNT (NBR 13142 – Dobramento de Cópia) recomenda procedimentos para facilitar que as cópias técnicas sejam dobradas de forma que fiquem com dimensões, após dobradas, similares as dimensões de folhas tamanho A4.
Na folha dobrada deve ficar visível a legenda. Para não perfurar a parte superior nos formatos A2, A1, A0, etc. faz-se uma dobra triangular, para dentro, a partir do canto superior esquerdo.
Figura 04 - Dobramento da folha de formato A1.
Os formatos devem ser dobrados primeiramente na largura e posteriormente na altura. Veja as figuras na sequencia, figura onde mostramos a dobragem dos formatos. Para facilitar o dobramento, sugere-se assinalar nas margens os pontos de dobra.
Já as legendas resultam da necessidade de apresentar um conjunto de informações relevantes para o desenho, de forma condensada e sistematizada.
As legendas devem ser localizadas no canto inferior direito do desenho, tendo a dimensão máxima de 178 mm para que, depois da dobragem, aquela se situe no frente inferior do desenho.
Figura 05 - Legenda das folhas de formato A4 a A0.
A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos A0, A1, A2, A3, ou ao longo da largura da folha de desenho no formato A4.
Segundo a NBR 10.582, o carimbo ou a legenda serve para identificação do projeto, local de construção e seus responsáveis. As legendas nos desenhos industriais variam de acordo com as necessidades internas de cada empresa, tendo como sugestão os campos a serem preenchidos:
• Empresa responsável;
• Projetista;
• Local da obra;
• Data;
• Assinatura;
• Numeração da prancha;
• Unidade de medida empregada;
• Logotipo da empresa;
• Contratante;
• Escala do desenho.



Na indústria mecânica, os principais formatos para elaboração dos desenhos técnicos são os formatos da série A. Dessa série, os 5 formatos mais utilizados são: A0, A1, A2, A3 e A4.
No formato escolhido, traçamos um contorno delimitando suas margens para definir o espaço do desenho. Estas margens devem ser maiores no lado esquerdo, prevendo a furação para arquivamento.
Além das margens, a folha de desenho deve ter uma legenda contendo a identificação deste desenho e as demais informações, como título, data, origem, etc. A legenda deve estar situada no canto inferior direito, tanto nas folhas posicionadas horizontalmente, como verticalmente.
A norma da ABNT NBR 13142 padroniza a maneira de dobrar os desenhos do formato da série A, de maneira que, após dobrados, todos respeitem as dimensões A4.

No próximo vídeo vamos ver na prática a aplicação desses padrões, por meio do dobramento de um desenho em formato A2.
 
© Direitos de autor. 2015: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 31/09/2018